Frade capuchinho, confessor e místico
23 de setembro
Séculos XIX e XX
25 de maio de 1887 · Pietrelcina, Itália
23 de setembro de 1968, aos 81 anos · San Giovanni Rotondo, Itália
Frade capuchinho italiano do século XX, portador dos estigmas por cerca de 50 anos, conhecido por horas de confissão e por uma vida de intensa oração e caridade.
Místico das chagas, cujas feridas no corpo e no espírito serviram de ponte entre o céu e os aflitos.
Francesco Forgione ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e foi ordenado sacerdote em 1910. Em 1918, no convento de San Giovanni Rotondo, recebeu os estigmas da Paixão de Cristo, que permaneceriam visíveis em suas mãos, pés e no peito por cerca de cinquenta anos. Dedicou a vida à celebração da missa, a longas horas de confissões e à fundação da "Casa Sollievo della Sofferenza", um hospital para aliviar o sofrimento dos doentes.
Francisco Forgione, que mais tarde seria conhecido mundialmente como Padre Pio, nasceu em uma família humilde e profundamente religiosa na pequena Pietrelcina. Desde os cinco anos de idade, sua alma já demonstrava uma conexão profunda com o sagrado, exibindo sinais de uma vocação religiosa precoce e um desejo ardente de se dedicar inteiramente a Deus. Aos quinze anos, ele ingressou no noviciado da Ordem dos Capuchinhos, recebendo o nome de Pio, e iniciou uma trajetória marcada pela disciplina, oração e sacrifício.
Sua vida foi um cenário de intensas batalhas espirituais e provações físicas. Padre Pio frequentemente descrevia confrontos diretos contra as forças do mal, que via como “gigantes” que tentavam desviá-lo de sua missão espiritual. Em 12 de agosto de 1912, vivenciou a transverberação, relatando que seu coração fora atingido por um dardo de fogo vivo e ardente — experiência de purificação que marcou profundamente o seu ministério. Em 20 de setembro de 1918, durante um momento de oração fervorosa, ele recebeu os estigmas de Cristo — as chagas de Jesus em suas mãos, pés e lado. Essas feridas dolorosas sangraram por cinquenta anos, desafiando qualquer explicação médica, pois nunca infeccionavam nem cicatrizavam, mas exalavam um perfume suave descrito como celestial.
A maior parte de sua vida foi vivida no convento de San Giovanni Rotondo, onde ele se tornou um guia espiritual incansável. Padre Pio passava até dezesseis horas por dia no confessionário, acolhendo multidões que buscavam perdão e direção. Ele possuía o extraordinário dom de discernimento de almas, sendo capaz de revelar aos penitentes pecados que haviam sido esquecidos ou ocultados por vergonha. Em meio às dores dos estigmas e às investigações rigorosas da Igreja, que por períodos impôs restrições ao seu ministério, ele manteve uma humildade absoluta, atribuindo todas as graças ao poder divino.
Sua caridade não se limitava ao plano espiritual. Comovido pelo sofrimento dos enfermos em anos de guerra, ele idealizou e fundou a Casa Alívio do Sofrimento, que se tornou um dos hospitais mais respeitados da Itália. Padre Pio faleceu aos 81 anos, e as chagas que o acompanharam por décadas desapareceram misteriosamente após sua morte. Seu corpo foi encontrado incorrupto anos depois, servindo como um sinal final de sua santidade. Foi beatificado em 2 de maio de 1999 e canonizado em 16 de junho de 2002 pelo Papa João Paulo II, que o conheceu pessoalmente quando o santo ainda vivia.
Um menino diagnosticado com meningite fulminante que, após sua mãe rezar pedindo a intercessão do santo e o próprio jovem ter uma visão de Padre Pio, recuperou-se de falência múltipla de órgãos de forma cientificamente inexplicável.
Uma menina que nasceu sem as pupilas nos olhos e que, após ser visitada pelo santo e receber sua bênção, começou a enxergar perfeitamente, embora fisicamente seus olhos continuassem desprovidos de pupilas.
Numerosos relatos documentados de fiéis e autoridades que testemunharam a presença física do santo em locais distantes, como Roma, para auxiliar doentes ou oferecer conselhos, no exato momento em que ele estava comprovadamente no convento em San Giovanni Rotondo.
A emanação constante de um aroma floral suave vindo de suas feridas e objetos pessoais, percebido por devotos mesmo a quilômetros de distância, sendo interpretado como um sinal de sua presença espiritual e intercessão.
Fenômeno observado após décadas de seu sepultamento, quando seu corpo foi encontrado preservado, sem sinais visíveis de decomposição, o que é visto pela tradição católica como um testemunho de sua proximidade com Deus.
Canonizado em 16 de junho de 2002 pelo Papa João Paulo II.
Fica comigo, Senhor, porque é necessário ter-Vos presente para que eu não Vos esqueça. Sabeis quão facilmente eu Vos abandono. Fica comigo, Senhor, porque sou fraco e preciso de Vossa força, para que eu não caia tantas vezes. Amém.
San Giovanni Rotondo, Itália