Religiosa agostiniana, "Santa das Causas Impossíveis"
22 de maio
Séculos XIV e XV (Idade Média)
1381 · Rocaporena, Cássia, Itália
22 de maio de 1457, aos 76 anos · Cássia, Itália
Nascida na Itália em 1381, Rita desejava ser monja, mas, por obediência aos pais, casou-se com um homem violento e brutal chamado Paulo Ferdinando.
A “Santa dos Casos Impossíveis” e padroeira dos casamentos com problemas, viúvas e mães, que transformou a dor, as tragédias familiares e o sofrimento físico em amor incondicional, reconciliação e fé inabalável.
Nascida na Itália em 1381, Rita desejava ser monja, mas, por obediência aos pais, casou-se com um homem violento e brutal chamado Paulo Ferdinando. Durante 18 anos, respondeu aos abusos do marido com oração, doçura e paciência heroica, conseguindo convertê-lo antes que ele fosse assassinado em uma emboscada. Após a morte de seus dois filhos (que ela pediu a Deus que levasse antes que eles cometessem o pecado de vingar a morte do pai), ingressou milagrosamente no Convento das Agostinianas em Cássia. Viveu ali 40 anos em extrema penitência. É conhecida como a "Santa dos Impossíveis". Faleceu em 1457.
Marguerita Lotti, carinhosamente chamada desde a infância de Rita, nasceu no ano de 1381 no pequeno vilarejo de Rocaporena, situado nos arredores de Cássia, na região da Úmbria, Itália. Ela era a filha única do casal Antônio e Amata Lotti, pessoas idosas e de profunda fé católica que eram respeitadas na comunidade como pacificadoras. Desde muito jovem, cresceu em um ambiente marcado pela oração, pela humildade e pela escuta das histórias dos santos, alimentando no coração o desejo ardente de se consagrar a Deus na Ordem Agostiniana. Ainda em sua infância, conta-se o fato simbólico de que abelhas brancas depositaram mel em sua boca sem lhe fazer mal, evento interpretado por seus contemporâneos como um sinal da graça divina sobre sua vida.
Aos 14 anos de idade, cedendo ao desejo de seus pais idosos e aos costumes da época, Rita foi prometida em casamento ao jovem oficial Paolo Ferdinando. Viveram quase vinte anos de matrimônio, durante os quais Rita enfrentou severas provações devidas ao comportamento difícil e violento de seu esposo, envolvido em rivalidades políticas locais. Diante das agressões e das aflições cotidianas, Rita jamais respondeu com ira; ao contrário, manteve-se uma esposa virtuosa e dedicada, buscando força na oração constante para abrandar o temperamento de Paolo. Dessa união nasceram dois filhos, que herdaram o temperamento árduo do pai. A perseverança e a doçura da esposa finalmente frutificaram quando Paolo se converteu, mudando radicalmente de conduta.
Todavia, a paz familiar durou pouco tempo, pois Paolo foi vítima de uma emboscada e acabou assassinado por conta de antigas rixas do passado. Ao descobrirem o crime, os dois filhos de Rita juraram vingar a morte do pai. Tomada de pavor com a possibilidade de que os jovens cometessem um pecado mortal ao derramar sangue, Rita orou fervorosamente a Deus pedindo que acolhesse as almas de seus filhos antes que eles concretizassem a vingança. Pouco tempo depois, ambos os rapazes foram acometidos por uma peste grave e, antes de falecerem, reconciliaram-se com Deus e perdoaram os assassinos de seu pai.
Encontrando-se viúva e sem filhos, Rita decidiu dedicar-se inteiramente às obras de caridade e buscar a concretização do seu antigo chamado religioso. Procurou o Mosteiro de Santa Maria Madalena das irmãs Agostinianas em Cássia, porém teve sua entrada recusada por diversas vezes devido ao fato de já ter sido casada. O impasse foi superado por um milagre: em uma noite de oração, Rita teve uma visão na qual Santo Agostinho, São Nicolau de Tolentino e São João Batista a conduziram de forma misteriosa para dentro do convento, cujas portas permaneciam trancadas. Ao encontrarem a viúva em oração no interior do claustro na manhã seguinte, as monjas entenderam a intervenção divina e a aceitaram na comunidade aos 36 anos de idade.
No noviciado, como prova de obediência e humildade, a Madre Superiora ordenou que Rita regasse todos os dias um galho de madeira seca fincado no jardim. Rita cumpriu a tarefa com fidelidade durante um ano, até que o galho seco recuperou a vida, florindo e transformando-se em uma frondosa videira que dá frutos há mais de quinhentos anos. Em 1432, estando em intensa contemplação diante de um crucifixo e pedindo para participar da Paixão de Cristo, Rita foi atingida na testa por um espinho que se desprendeu da coroa de Jesus. O estigma gerou uma ferida dolorosa que exalava um odor forte, fazendo com que a santa vivesse em isolamento voluntário e oração pelos quinze anos seguintes. Durante o Ano Santo de 1450, a chaga cicatrizou-se temporariamente para que ela pudesse viajar em peregrinação a Roma, reabrindo-se assim que retornou ao mosteiro.
Já muito debilitada e acamada em seu leito no rigor do inverno, Rita pediu a uma parenta que lhe trouxesse uma rosa do jardim de sua infância em Rocaporena. Embora a neve cobrisse a terra, a visitante encontrou milagrosamente uma única rosa vermelha aberta e a entregou à santa. Rita faleceu em 22 de maio de 1457. No instante da sua morte, a ferida de sua testa cicatrizou, exalando um perfume de rosas, a cela se iluminou e os sinos do mosteiro dobraram sem intervenção humana. No velório, uma freira com o braço paralítico recuperou os movimentos instantaneamente ao abraçar o corpo da falecida. Seu corpo permaneceu incorrupto e conservado até hoje na Basílica de Cássia. Foi beatificada pelo Papa Urbano VIII em 1627 e canonizada em 24 de maio de 1900 pelo Papa Leão XIII.
Enquanto repousava quando bebê, abelhas depositaram mel em sua boca sem picá-la, sinal interpretado como a doçura e a graça divina sobre sua vida.
Conduzida por Santo Agostinho, São Nicolau de Tolentino e São João Batista, Rita atravessou as portas trancadas do convento agostiniano durante a noite, sendo admitida após as freiras testemunharem o prodígio.
Atendendo ao teste de obediência de regar um pedaço de madeira morta no jardim do convento, o graveto criou raízes, floresceu e tornou-se uma videira centenária.
Diante da imagem de Cristo crucificado, um espinho desprendido da coroa perfurou a testa de Rita, deixando uma ferida viva que permaneceu por 15 anos como sinal de união com a Paixão de Jesus.
Perto do fim da vida, em pleno inverno e com a terra coberta de neve, uma rosa vermelha desabrochou no jardim de sua antiga casa em Rocaporena para atender ao seu último pedido.
Seu corpo preservou-se sem decomposição natural após o falecimento, exalando um perfume suave de rosas na cela e curando o braço paralítico de uma religiosa durante o velório.
Ó poderosa Santa Rita de Cássia, chamada Santa dos Impossíveis, advogada dos casos desesperados, socorrei-me nesta minha necessidade. Afastai de mim as angústias do coração e alcançai-me de Deus a graça que tanto imploro, com a mesma paciência com que carregastes a vossa cruz. Amém.