Virgem e Mártir
13 de dezembro
Séculos III e IV (Império Romano, perseguição de Diocleciano)
Ano de 280 · Siracusa, Itália
Século IV · Siracusa, Itália
Nascida em Siracusa (Sicília) no final do século III em uma rica família cristã, Luzia fez secretamente um voto de virgindade eterna.
Jovem virgem e mártir de Siracusa que ofereceu seus olhos e sua vida em amor inabalável a Jesus Cristo.
Nascida em Siracusa (Sicília) no final do século III em uma rica família cristã, Luzia fez secretamente um voto de virgindade eterna. Após conseguir a cura milagrosa de sua mãe doente no túmulo de Santa Águeda, ela distribuiu toda a sua rica herança aos pobres. O jovem pagão a quem ela havia sido prometida em casamento, furioso com a perda dos bens e com a rejeição, denunciou-a como cristã ao governador romano durante a perseguição de Diocleciano. Luzia manteve-se firme diante de torturas atrozes até ser martirizada por volta de 304 d.C. É a padroeira dos olhos e da visão.
Santa Luzia nasceu no ano de 280 na cidade de Siracusa, na Itália, no seio de uma nobre e abastada família cristã. Tendo perdido o pai ainda na infância, foi criada sob os cuidados amorosos de sua mãe, Eutíquia, em um período histórico em que a prática do cristianismo era severamente perseguida pelas autoridades do Império Romano. Desde muito jovem, movida por uma fé viva e ardorosa, Luzia fez em segredo um voto de castidade e virgindade perpétua, consagrando sua existência inteiramente ao serviço de Jesus Cristo.
Quando sua mãe foi acometida por uma grave e debilitante enfermidade que durou anos, Luzia a persuadiu a realizar uma peregrinação de fé até o túmulo de Santa Ágata, na cidade de Catânia. Durante as orações junto à sepultura da mártir, Santa Ágata apareceu em visão a Luzia, anunciando a cura de Eutíquia e profetizando a glorificação de Siracusa por meio do testemunho da jovem. Ao constatar a milagrosa recuperação da mãe, Luzia revelou seu voto de virgindade e pediu permissão para doar toda a sua herança e o dote de casamento aos pobres e necessitados.
A doação de seus bens enfureceu um jovem pretendente pagão que desejava casar-se com ela por causa de sua beleza e riqueza. Movido por vingança e ganância frustrada, o jovem denunciou Luzia ao governador romano Pascásio como praticante do cristianismo. Levada ao tribunal, a jovem recusou-se incansavelmente a prestar culto aos deuses pagãos ou a renegar sua fé. Como punição, o juiz ordenou que ela fosse arrastada a um prostíbulo para ser desonrada, mas, por intervenção divina, o corpo de Luzia tornou-se inexplicavelmente pesado, de modo que dezenas de soldados e juntas de bois não conseguiram movê-la do lugar. Em seguida, tentou-se queimá-la viva com azeite fervente e fogo, mas as chamas não lhe causaram dano algum. Segundo a tradição popular, ao ser questionada sobre a atração que seus olhos exerceram no pretendente, a jovem arrancou os próprios olhos e os entregou ao agressor, sendo milagrosamente restituída por Deus com olhos ainda mais belos. Por fim, Luzia foi martirizada, permanecendo firme como modelo eterno de fé e pureza.
A pedido de Luzia, sua mãe gravemente enferma foi curada de forma instantânea durante orações diante da sepultura de Santa Ágata em Catânia.
Ao ser condenada ao prostíbulo, seu corpo tornou-se tão pesado por ação divina que soldados e bois foram incapazes de movê-la.
Submetida a queimaduras extremas, as chamas e o óleo fervendo não causaram nenhuma ferida em seu corpo.
Após entregar seus olhos arrancados ao pretendente, Deus lhe restituiu a visão e a integridade física com olhos ainda mais belos.
Ó Santa Luzia, que preferistes que os vossos olhos fossem arrancados a renegar a vossa fé cristã, protegei os meus olhos e guardai a minha visão física e espiritual, para que eu possa sempre enxergar a beleza de Deus nas Suas criaturas. Amém.