9 de março
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c. 335 · Capadócia
após 385 · provavelmente Nissa
Irmão mais novo de São Basílio Magno e amigo de São Gregório de Nazianzo, formou com eles o célebre grupo dos "Padres Capadócios".
Irmão mais novo de São Basílio Magno e amigo de São Gregório de Nazianzo, formou com eles o célebre grupo dos "Padres Capadócios". Nascido por volta de 335 d.C., foi casado na juventude, mas após a viuvez dedicou-se inteiramente à vida eclesiástica, sendo consagrado Bispo de Nissa. Foi um dos teólogos e filósofos místicos mais profundos da antiguidade cristã, tendo um papel fundamental no Concílio de Constantinopla na definição da divindade do Espírito Santo. Faleceu em 395 d.C.
Gregório de Nissa nasceu por volta de 335, provavelmente na Capadócia, em uma das famílias cristãs mais importantes da Igreja antiga. Era irmão de São Basílio Magno, São Pedro de Sebaste e Santa Macrina, formando com eles uma verdadeira família de santos. Inicialmente não demonstrou a mesma vocação episcopal de seu irmão Basílio e chegou a dedicar-se ao ensino e à vida intelectual. Mais tarde, porém, foi ordenado bispo de Nissa, tornando-se um dos grandes defensores da fé nicena. Durante o período de conflitos provocados pelo arianismo, sofreu perseguições e chegou a ser afastado de sua sede episcopal. Depois, retornou e participou ativamente da defesa da doutrina da Santíssima Trindade. No Concílio de Constantinopla, em 381, teve papel importante na consolidação da fé da Igreja sobre a divindade do Espírito Santo. Gregório destacou-se também por sua profunda espiritualidade. Em seus escritos falou sobre a criação, a Trindade, a vida de oração, a virgindade, a ascensão da alma para Deus e o mistério da ressurreição. Sua teologia apresenta a vida cristã como um caminho contínuo de crescimento em direção a Deus. Por sua inteligência e profundidade espiritual, tornou-se um dos mais importantes Padres da Igreja.
Ó Deus, que por meio do bispo São Gregório de Nissa abristes à Vossa Igreja os tesouros da contemplação mística e da teologia espiritual, concedei-nos a graça de caminhar de virtude em virtude até contemplarmos a Vossa face na glória eterna. Amém.