17 de novembro
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c. 538/539 · Clermont, França
17 de novembro de 593/594 · Tours, França
Nascido em uma ilustre família galo-romana em 538 d.C., foi eleito Bispo de Tours (França) em 573 d.C.
Nascido em uma ilustre família galo-romana em 538 d.C., foi eleito Bispo de Tours (França) em 573 d.C. Viveu em uma época turbulenta de transição, marcada pelas guerras sangrentas entre os reis merovíngios. Teve um papel político crucial como pacificador e defensor dos direitos dos oprimidos e dos imunidades da Igreja. É universalmente célebre como historiador, autor da monumental História dos Francos, além de livros sobre os milagres dos santos (especialmente de São Martinho). Faleceu em 594 d.C.
Gregório de Tours nasceu por volta de 538 ou 539, em Clermont, na Gália, atual França. Pertencia a uma importante família galo-romana ligada a vários bispos e figuras da Igreja. Ficou órfão de pai ainda jovem e recebeu sua formação religiosa sob a orientação de seu tio, o bispo São Galo de Clermont, e posteriormente do sacerdote Avito. Uma grave doença durante a juventude despertou nele maior desejo de dedicar-se a Deus. Em 573 foi escolhido bispo de Tours, uma das sedes episcopais mais importantes da Gália. Como bispo, dedicou-se à defesa da fé, ao cuidado dos pobres e à preservação das tradições cristãs. Viveu em uma época marcada pelas disputas entre os reis merovíngios e por grande instabilidade política. Gregório não se limitou à atividade pastoral: tornou-se também um dos principais historiadores da Igreja e da França antiga. Sua obra mais famosa é a *História dos Francos*, composta por dez livros, na qual registrou acontecimentos políticos, religiosos e sociais de seu tempo. Também escreveu relatos sobre milagres e sobre a vida dos santos, especialmente São Martinho de Tours. Seus escritos são uma das principais fontes para conhecer a Gália dos séculos VI e VII.
Ó Deus, que fizestes do bispo São Gregório de Tours um defensor da justiça em tempos de barbárie e um cronista fiel dos prodígios dos Vossos santos, concedei-nos zelar pela memória da fé e caminhar na retidão. Amém.