28 de janeiro
—
Século VII · Oriente
c. 700 · Mesopotâmia
Nascido na região do Catar (Golfo Pérsico) no século VII, Isaac tornou-se um monge e erudito de imensa fama em todo o Oriente.
Nascido na região do Catar (Golfo Pérsico) no século VII, Isaac tornou-se um monge e erudito de imensa fama em todo o Oriente. Foi consagrado Bispo de Nínive (Iraque), mas após apenas cinco meses no cargo, pediu a renúncia para retornar à amada solidão do deserto. Retirou-se para as montanhas de Khuzestan, onde viveu como eremita em extrema austeridade, dedicando-se à oração pura e ao estudo. Seus escritos espirituais sobre a misericórdia de Deus, a oração do coração e a compaixão universal são lidos e venerados há séculos por católicos e ortodoxos. Faleceu em idade avançada, cego devido aos intensos estudos.
Santo Isaac da Síria, também conhecido como Isaac de Nínive, foi um dos maiores mestres da espiritualidade cristã oriental. Viveu no século VII, provavelmente na região do atual Catar ou do sul da Mesopotâmia. Ainda jovem entrou para a vida monástica e dedicou-se profundamente à oração, ao silêncio e ao estudo das Escrituras. Tornou-se conhecido por sua vida contemplativa e por sua grande sabedoria espiritual. Foi escolhido bispo de Nínive, mas permaneceu pouco tempo no episcopado, pois sentia-se chamado à vida solitária. Depois de deixar o cargo, retirou-se novamente para o deserto, onde passou o restante de sua vida em oração e contemplação. Seus escritos sobre a vida espiritual tornaram-se extremamente influentes entre os cristãos orientais e posteriormente foram traduzidos para diversas línguas. Isaac insistia na importância do silêncio interior, da compaixão, da misericórdia e da oração contínua. Para ele, o coração humano deveria tornar-se cada vez mais semelhante ao coração misericordioso de Deus. Suas obras falam sobre lágrimas de arrependimento, combate espiritual, humildade e amor aos inimigos. Embora tenha vivido em uma tradição cristã oriental distinta das divisões posteriores, sua espiritualidade ultrapassou fronteiras e influenciou monges e contemplativos de diferentes Igrejas. Sua obra permanece especialmente apreciada por aqueles que procuram uma vida profunda de oração.
Senhor Jesus Cristo, Deus meu, abri os olhos do meu coração para que eu compreenda a Vossa imensa misericórdia para com o mundo; derramai em minha alma a Vossa paz e inflamai o meu ser com o amor por toda a Vossa criação. Amém.