16 de maio
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c. 1345 · Nepomuk, Boêmia
20 de março de 1393 · Praga
Nascido na Boêmia (atual República Tcheca) por volta de 1340, João tornou-se um sacerdote brilhante e foi nomeado vigário-geral da Arquidiocese de Praga e confessor da rainha Joana.
Nascido na Boêmia (atual República Tcheca) por volta de 1340, João tornou-se um sacerdote brilhante e foi nomeado vigário-geral da Arquidiocese de Praga e confessor da rainha Joana. O rei Venceslau IV, homem violento e ciumento, exigiu sob terríveis ameaças que João lhe revelasse os segredos contados pela rainha no confessionário. João recusou-se categoricamente em nome do sigilo sacramental. O rei ordenou que ele fosse cruelmente torturado e, por fim, amarrado e lançado da Ponte Carlos nas águas gélidas do rio Moldava em 1393. É venerado como o "Mártir do Sigilo Sacramental" e padroeiro dos confessores.
São João Nepomuceno nasceu por volta de 1345, em Nepomuk, na Boêmia, região que atualmente pertence à República Tcheca. Estudou teologia e direito canônico e foi ordenado sacerdote. Tornou-se um pregador conhecido e ocupou importantes funções eclesiásticas em Praga. Foi também confessor da rainha Joana da Baviera, esposa do rei Venceslau IV. A tradição popular conta que o rei desejava descobrir o conteúdo das confissões da rainha e pressionou João para que revelasse seus segredos. O sacerdote recusou-se, afirmando a inviolabilidade do sacramento da Confissão. Essa narrativa tornou-se central para sua devoção, embora os historiadores reconheçam que os conflitos políticos entre João e o rei tiveram papel importante em sua morte. João também esteve envolvido em disputas entre o poder real e a autoridade do arcebispo de Praga. O rei Venceslau teria ficado profundamente irritado com sua oposição. Em 1393, João foi preso, torturado e lançado da Ponte Carlos, no rio Moldava. Seu corpo foi posteriormente encontrado e sepultado. A tradição afirma que sua língua permaneceu incorrupta, tornando-se símbolo de sua fidelidade ao segredo da confissão. Foi beatificado em 1721 e canonizado em 1729 pelo papa Bento XIII. Sua imagem tornou-se muito popular na Europa Central, especialmente em pontes e locais relacionados a rios. É tradicionalmente representado com um dedo sobre os lábios, indicando o silêncio, ou segurando uma cruz. Sua história tornou-se um poderoso símbolo da liberdade da consciência sacerdotal e da obrigação do sacerdote de guardar aquilo que é confiado no sacramento da Reconciliação.
Ó Deus, que pela gloriosa recusa de São João Nepomuceno em violar o sigilo da confissão adornastes a Vossa Igreja com uma coroa de martírio heróico, concedei-nos a graça de guardar a nossa língua de todo pecado e de sermos fiéis aos Vossos sacramentos. Amém.