13 de maio
Séc. I d.C.
Século I
Século I · segundo tradições antigas
Venerado(a) pela Igreja Católica, com celebração em 13 de maio.
Apóstolo escolhido por Jesus Cristo para ser um dos pilares da fundação da Igreja Católica primitiva e espalhar o Evangelho pelo mundo conhecido. Enfrentou perseguições implacáveis, sinagogas hostis e o martírio com coragem indomável em testemunho à ressurreição do Senhor.
São Matias (século I) viveu a experiência incomum de ser alguém que sempre esteve lá, no fundo da cena, carregando o piano sem nunca ter buscado os holofotes. Antes de seu nome ser votado para integrar o grupo dos Doze, ele já era um dos dezenas de seguidores anônimos que poeiravam os sapatos acompanhando Jesus desde os dias do batismo no Rio Jordão até a tragédia da crucificação. Sua grande reviravolta aconteceu em um dos momentos mais tensos e dolorosos da primeira comunidade: a ressaca moral e o vazio deixados pela traição e suicídio de Judas Iscariotes. Os apóstolos remanescentes sentiram a necessidade de preencher aquela ferida e reconstituir o grupo original. Dois nomes surgiram entre a multidão de discípulos leais: José, dito Barsabás, e Matias. A escolha não foi feita por campanha, retórica ou disputa de egos, mas por sorteio, acompanhado de orações em uma sala fechada em Jerusalém. Quando a sorte caiu sobre Matias, ele não ganhou status, privilégios ou facilidades. Ele herdou a responsabilidade de ocupar a vaga de um homem cujo nome tinha virado sinônimo de traição, assumindo um cargo perigoso em uma cidade onde os seguidores daquela nova via eram abertamente perseguidos pelas autoridades. Matias aceitou a missão sem alarde, sem discursos de posse e sem exigir posições de destaque. O que torna a figura de Matias tão autêntica é a sua postura de bastidor. Ele representa aqueles que fazem o trabalho silencioso do dia a dia, sem a necessidade de aplausos ou reconhecimento público. A tradição aponta que, após a dispersão dos discípulos de Jerusalém, ele viajou para regiões difíceis e distantes da Judeia e da Etiópia, mantendo-se fiel ao seu compromisso de serviço até o fim da vida, quando foi martirizado. Matias é o retrato do homem comum que assumiu uma responsabilidade gigantesca com simplicidade, coragem e maturidade.