15 de janeiro
Século VI (Idade Média, início do monaquismo beneditino)
Final do século V · Roma, Itália
Século VI · França
O primeiro discípulo de São Bento e fundador do primeiro mosteiro beneditino na França, invocado como protetor contra dores nas articulações.
Segundo a tradição, Mauro foi confiado ainda criança por seus pais nobres romanos aos cuidados de São Bento de Núrsia, tornando-se um de seus primeiros e mais fiéis discípulos em Subiaco e depois em Monte Cassino. É lembrado sobretudo pelo episódio narrado por São Gregório Magno em que, a mando de Bento, teria caminhado sobre as águas para resgatar o jovem monge Plácido, que se afogava em um lago. A tradição posterior, sobretudo francesa, atribui-lhe a fundação da abadia de Glanfeuil e a difusão da Regra beneditina na Gália, embora a historicidade desses relatos mais tardios seja debatida por estudiosos.
Santo Amaro, também conhecido na tradição cristã como São Mauro, nasceu em Roma no final do século V, no seio de uma proeminente família da alta nobreza romana; seu pai, Equício, exercia o cargo de senador na Roma antiga. Crescendo em um ambiente abastado, recebeu uma sólida educação, mas ainda jovem foi confiado aos cuidados de São Bento por seu pai, em um ato de devoção para que o filho abraçasse o caminho da santidade e do serviço a Deus.
Quando São Bento estabeleceu o mosteiro de Monte Cassino no início do século VI, Amaro foi o primeiro a se juntar à comunidade, tornando-se o seu primeiro discípulo e desempenhando um papel crucial na consolidação e na difusão da Regra Beneditina. Sua virtude, austeridade e proximidade com São Bento foram registradas pelo Papa São Gregório Magno na biografia dos primeiros monges da ordem.
No ano de 535, Santo Amaro partiu para a França, onde fundou o primeiro mosteiro beneditino daquela região. A fundação do mosteiro impulsionou a expansão da Ordem de São Bento no continente europeu e deu origem à primeira localidade batizada com o seu nome. Manteve uma vida exemplar de oração, trabalho e caridade até a sua morte no século VI.
Ao ver um monge companheiro em perigo de afogamento em um lago, Amaro, movido por fé e obediência a São Bento, dirigiu-se ao lago e caminhou sobre as águas para resgatar o irmão.
Durante suas peregrinações, ao ser acolhido por um humilde monge que lhe ofereceu a única e escassa provisão de pão que possuía, abençoou o alimento, multiplicando-o em quantidade suficiente para saciar a todos os presentes.
É tradicionalmente invocado pelos fiéis como protetor e intercessor contra enfermidades que afetam as articulações e causam dores intensas, como enxaquecas, artrite e artrose.
Venerado como santo por tradição monástica beneditina desde a Antiguidade tardia
Senhor, que destes a São Mauro espírito de obediência e caridade para com o próximo, concedei-nos, por sua intercessão, docilidade à vossa vontade em tudo o que fazemos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.