12 de março
Séc. III — XII d.C.
c. 274 · norte da África
12 de março de 295 · Tebessa
Venerado(a) pela Igreja Católica, com celebração em 12 de março.
Pessoa santa cadastrada na tradição da Igreja Católica que viveu uma vida de heroica virtude evangélica, piedade cristã profunda e sacrifício espiritual. Dedicou seus dias à oração contemplativa, ao auxílio fraterno aos necessitados da região e ao testemunho inabalável da fé perante os desafios do seu tempo.
São Maximiliano de Tebessa foi um jovem cristão que morreu mártir no norte da África durante o século III. Sua história é especialmente significativa porque está ligada à consciência cristã diante do serviço militar. Segundo os registros tradicionais de seu martírio, Maximiliano era filho de um militar romano e foi convocado para o exército. Quando compareceu diante das autoridades, declarou que era cristão e que sua fé não permitia que participasse de determinadas práticas associadas ao culto imperial. As autoridades tentaram convencê-lo a cumprir suas obrigações militares. Maximiliano, porém, afirmou que não poderia agir contra sua consciência e sua fé. Para ele, pertencer a Cristo era uma realidade que vinha antes de qualquer obrigação terrena. O jovem foi condenado à morte e executado em Tebessa, no norte da África, por volta do ano 295. Seu martírio tornou-se um dos antigos testemunhos utilizados na reflexão cristã sobre a relação entre fé, consciência e serviço militar. A Igreja sempre reconheceu a legitimidade das autoridades civis, mas também ensina que nenhuma autoridade pode obrigar uma pessoa a praticar aquilo que é moralmente errado. Maximiliano tinha apenas uma idade jovem quando enfrentou essa decisão. Sua história mostra que a maturidade espiritual não depende necessariamente da idade. A tradição o apresenta como um jovem que preferiu perder a própria vida a agir contra sua consciência. Sua memória continua sendo um exemplo de fortaleza e coerência. Ele não procurou a morte, mas, quando colocado diante da escolha, preferiu permanecer fiel.