5 de maio
Séculos XIII e XIV (Idade Média)
1265 · Forlì, Itália
1345 · Forlì, Itália
Venerado(a) pela Igreja Católica, com celebração em 1 de maio.
O padroeiro dos doentes de câncer que transformou a dor em perdão e esperança.
Pessoa santa cadastrada na tradição da Igreja Católica que viveu uma vida de heroica virtude evangélica, piedade cristã profunda e sacrifício espiritual. Dedicou seus dias à oração contemplativa, ao auxílio fraterno aos necessitados da região e ao testemunho inabalável da fé perante os desafios do seu tempo.
Em 1265, na cidade de Forlì, na Itália, nasceu Peregrino como filho único de uma família rica, tradicional e culta. Criado em um lar onde a fé e a educação andavam juntas, o jovem parecia destinado a uma vida de confortos e privilégios intelectuais. Contudo, aos 18 anos, seu destino tomou um rumo imprevisto ao se envolver nos conflitos políticos de sua época, participando de um violento ataque contra o Papa. Durante o tumulto na cidade de Forlì, Peregrino agrediu fisicamente São Felipe Benício, um humilde e respeitado religioso da Ordem dos Servos de Maria. Esperando uma reação de ódio ou vingança, o jovem foi surpreendido por uma atitude profundamente evangélica: São Felipe acolheu seu agressor com compaixão, doçura e perdão imediato. Aquele gesto de misericórdia tocou a alma de Peregrino de forma avassaladora, despertando nele um arrependimento sincero pela gravidade de seu ato. Com o coração desarmado, procurou São Felipe para implorar absolvição e reconciliação. A acolhida amorosa do santo selou uma amizade eterna e deu início a uma conversão radical.
Desejando reparar seu passado e buscar um novo sentido para a existência, Peregrino recorreu à intercessão da Virgem Maria em oração constante. Movido por uma intensa fé mariana, ingressou na Ordem dos Servos de Maria na cidade de Siena, onde encontrou um ambiente fraterno voltado para o serviço aos mais necessitados e à caridade. No convento, abraçou uma rotina de severas mortificações e penitências rigorosas para purificar o espírito. Em sinal de profunda humildade e identificação com o sofrimento de Cristo, recusava-se a sentar-se, passando longas horas em pé ou de joelhos, e frequentemente dormia direto no chão frio. Alimentava-se com extrema modéstia e praticava jejuns contínuos, mantendo sua alma sempre vigilante e inteiramente entregue ao serviço dos aflitos.
Aos 60 anos de idade, Peregrino foi provado por uma enfermidade dolorosa ao desenvolver uma grave chaga maligna na perna. A infecção progrediu a um estado tão crítico que os médicos da época determinaram que a amputação do membro era a única forma de salvar sua vida. Na noite anterior ao procedimento cirúrgico, tomado por uma confiança inabalável, o santo recolheu-se em oração fervorosa pedindo a intervenção divina. Durante a madrugada, teve uma visão mística na qual o próprio Jesus Cristo lhe apareceu e tocou sua ferida com compaixão. Ao amanhecer, quando os médicos chegaram para realizar a cirurgia, constataram estupefatos que a chaga havia desaparecido por completo, sem deixar qualquer cicatriz.
Peregrino viveu até o ano de 1345, deixando um rastro inesquecível de fé. Após seu falecimento, seu corpo permaneceu incorrupto, conservando tecidos, músculos, pele e cabelos preservados até hoje no relicário da Catedral de Forlì. Foi canonizado oficialmente pelo Papa Bento XIII em 1726, tornando-se venerado no mundo inteiro como o padroeiro dos doentes de câncer e de enfermidades graves.
Aos 60 anos, prestes a ter a perna amputada devido a uma grave chaga maligna, Peregrino orou intensamente e recebeu a visita mística de Jesus Cristo, sendo curado na noite anterior à cirurgia sem deixar vestígios.
Uma mãe aflita levou seu filho paralítico ao túmulo de São Peregrino e, após orações fervorosas, o menino levantou-se e começou a andar perfeitamente.
Dois indivíduos diagnosticados com câncer em estágios avançados e sem esperanças médicas alcançaram a recuperação inexplicável e total após pedirem a intercessão do santo.
Durante as cerimônias fúnebres de Peregrino, orações feitas junto ao seu corpo libertaram instantaneamente uma mulher que se encontrava em grave sofrimento espiritual.
Durante o velório do santo, familiares de um jovem gravemente ferido em uma queda de árvore imploraram sua ajuda, e o rapaz obteve recuperação completa em pouco tempo.