20 de janeiro
Século III (Império Romano, reinado de Diocleciano e Maximiano)
Por volta de 255 · Narbona, França (criado em Milão, Itália)
20 de janeiro de 288 · Roma, Itália
Venerado(a) pela Igreja Católica, com celebração em 20 de janeiro.
O capitão da Guarda Pretoriana e mártir da fé, venerado universalmente como protetor contra as pestes e doenças contagiosas.
Mártir cristão e valoroso soldado romano que secretamente confortava cristãos perseguidos antes de ser descoberto por sua fé inabalável. Sobreviveu milagrosamente à primeira execução por flechas, retornando para confrontar o imperador Diocleciano antes de ser martirizado definitivamente.
Nascido em Narbona, na França, Sebastião mudou-se ainda criança com sua família para a cidade de Milão, na Itália, onde foi criado. Seguindo os passos de seu pai, ingressou na carreira militar no exército romano e destacou-se por sua coragem, bravura e disciplina exemplar. Em virtude de suas qualidades e integridade, alcançou o prestigiado posto de capitão da Guarda Pretoriana, corporação encarregada de zelar pela segurança pessoal do imperador em Roma.
Apesar de seu sucesso profissional e do grande respeito que desfrutava entre seus superiores e companheiros de farda, Sebastião vivia secretamente a fé cristã. Promovido no reinado dos imperadores Diocleciano e Maximiano, utilizou estrategicamente sua posição de autoridade e o livre acesso às prisões imperiais para prestar auxílio, consolo e encorajamento aos cristãos encarcerados que aguardavam a execução.
Ao ser descoberto por conta de sua intensa atuação evangélica entre os soldados e prisioneiros, Sebastião foi levado perante o imperador Maximiano e intimado a escolher entre a fidelidade a Jesus Cristo e sua carreira militar. Ao recusar-se a prestar culto aos deuses pagãos ou renegar sua fé, foi condenado à morte. Amarrado a uma árvore, o capitão foi atingido por uma intensa chuva de flechas disparadas por arqueiros romanos. Julgando que o soldado estivesse morto, os executores abandonaram seu corpo no local.
Entretanto, Sebastião permaneceu milagrosamente vivo. Socorrido por uma viúva cristã chamada Irene, foi levado para a casa dela, onde recebeu cuidados e recuperou inteiramente sua saúde. Após restabelecer-se, em vez de fugir da cidade, apresentou-se corajosamente diante do imperador Diocleciano para censurar abertamente a crueldade e as atrocidades cometidas contra os cristãos. Atônito ao ver o soldado vivo, o imperador ordenou que Sebastião fosse espancado até a morte em 20 de janeiro de 288.
Após o martírio, para impedir que o corpo do mártir fosse venerado pelos fiéis, as autoridades romanas atiraram seus restos mortais na rede de esgotos da cidade (Cloaca Máxima). Contudo, Sebastião apareceu em visão a uma mulher cristã de nome Luciana, revelando o local onde estava seu corpo e pedindo que fosse sepultado nas catacumbas de Roma, junto aos demais apóstolos e mártires.
Após ser atingido por inúmeras flechadas e abandonado como morto, sobreviveu milagrosamente às feridas profundas por intervenção divina e com o auxílio da viúva Irene.
Durante uma violenta epidemia que assolava a população de Roma, a trasladação solene de suas relíquias para a Basílica de São Paulo resultou no cessamento imediato e completo da enfermidade na cidade, consolidando sua reputação como patrono contra epidemias e contágios.
Após ter seu corpo atirado no esgoto pelas autoridades romanas para ocultar seu paradeiro, apareceu em visão à cristã Luciana indicando o local exato para a recuperação de seus restos mortais e sepultamento digno nas catacumbas.